0

MULHERES CAMPEIRAS!

Posted by Aline Oliveira on 8/30/2011 11:10:00 AM
Letra e musica belíssima da União Brasileira de Mulheres (UBM) dedicada à Marcha das Margaridas 2011.
A Música ficou linda!!!

Música  Letra e Música: Maria Isabel Corrêa


|
0

A MULHER NA HISTÓRIA

Posted by Aline Oliveira on 6/30/2011 11:07:00 AM
O papel da mulher na história através dos movimentos sociais



Aline de Oliveira Rosa Moreira

Metade da população mundial é composta por mulheres, que executam cerca de 75% das horas de trabalho, recebem 10% menos da renda e possuem menos de 1% das propriedades. Através destes dados observamos que elas, de maneira geral, não são proprietárias nem de terras, nem dos meios de produção, nem da força de trabalho.

No entanto, não existe nenhum espaço de defesa da vida onde a mulher não marque sua presença ativa, como por exemplo: a passeata de grevistas em Petrogrado (S. Petersburgo), na maioria mulheres, reprimida pelo Tzar, é o estopim da Revolução de Fevereiro; a Primeira Celebração do Dia da Mulher, proposta da marxista alemã Clara Zetkin na Conferência Internacional da Mulher Socialista (Dinamarca, 1910), teve uma estimativa de 1 milhão de participantes; mais recente, a conquista da Lei Maria da Penha para defender as mulheres dos abusos e violência contra a mulher, entre outras grandes lutas e vitórias feministas. A mulher está sempre presente desde as lutas cotidianas pela sobrevivência até as manifestações coletivas de oposição a todo tipo de sistema excludente. Elas movimentam a economia, mas não são reconhecidas. Produzem segundo os ciclos da natureza, mas são expulsas das terras.

As mulheres sempre tiveram um papel social muito importante, desde o tempo da Antiguidade. Segundo Márcia Knapik, foram elas que “inventaram” a agricultura, ao perceber que onde caíam as sementes nasciam frutas, o que foi muito importante para os nômades que passaram a se fixar nos lugares.

Na Idade Média os conhecimentos que tinham das plantas que curavam foi intensificado entre as mulheres camponesas pobres que não tinham como cuidar da saúde, eram “médicas populares”, tratavam de todas as doenças indo de casa em casa, de aldeia em aldeia, o que mais tarde foi visto como ameaça aos médicos da época. Começou então a “caça as bruxas”.

No Feudo, as mulheres formavam verdadeiras comunidades, onde trocavam ideias e experiências, participavam de várias revoltas camponesas que precederam a centralização dos feudos, que deram origem posteriormente às nações.

Mas a mulher não era, até então, reconhecida como sujeito que pudesse decidir sobre seu próprio destino, muito menos quanto à sua sexualidade. Uma relação social desigual desde o começo e por muito tempo a mulher foi vista como reprodutora e dona de casa. Seu papel na sociedade era somente cuidar dos filhos, do marido e das obrigações domésticas, tudo se resumia em seu lar.

A partir do século XIX as mulheres foram ganhando mais visibilidade, tomando seu espaço na história e na sociedade, lutando pelos seus direitos sociais como creches, programas de saúde, de proteção à maternidade e infância, entre outros. Elas modificaram sua percepção de mundo e de si mesmas, facilitando assim a sua inserção pública em movimentos associados e, mais tarde, em outros espaços públicos.

Hoje vivemos o auge da mulher política e social, lutando pelo bom e pelo justo. Elas conquistaram grandes lugares como por exemplo: Chiquinha Gonzaga foi a primeira maestrina brasileira e também a primeira mulher pianista e compositora de “choro”; Rita Lobato, primeira médica diplomada no Brasil em 1887 pela Faculdade de Medicina da Bahia e também a segunda médica diplomada da América Latina; Celina Guimarães Viana, primeira mulher a obter o título de eleitor feminino, em 1927; Carlota Pereira de Queirós foi a primeira deputada federal do Brasil, em 1932; em 2009, aproximadamente 35,5% das mulheres estavam inseridas no mercado de trabalho como empregadas com carteira de trabalho assinada, ficando somente com 8,4% abaixo do percentual observado na distribuição masculina (43,9%); houve aumento na sua participação política e hoje temos mulheres nos cargos de vereadoras, senadoras, ministras, governadoras e recentemente foi eleita a primeira mulher presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

Apesar de todos os avanços, ainda é difícil mudar uma mentalidade milenar e quase universal de uma lei dita “natural”. Gebara (apud KNAPIK, 2005, p.16) criticava a sociedade que reservava “ao homem a vastidão do mundo e à mulher, as fronteiras da casa.”. Quando paramos para analisar a história da mulher e/ou o seu papel na sociedade, nos deparamos com um árduo caminhar da mulher no mundo. Só o fato de ser mulher, no sentido de ser do sexo feminino, já a colocava numa situação de desprezo e desigualdade humana. Com uma visão moralizada, o mundo via a mulher minorizada pela figura musculina e essa visão ainda está presente nos dias de hoje.

Flora Tristán (apud KNAPIK, 1993, p.23) responsabilizava a igreja, a ciência e as leis pela precária condição de inferioridade das mulheres. Dizia que “a igreja, por sua doutrina, a considera o princípio de todos os males, a causa do pecado original, portanto, não tem nenhum direito dentro da igreja e ainda difunde esta crença entre a sociedade.”. Ela privilegia a independência econômica como o primeiro passo para a libertação feminina. Segundo ela “é um mesmo opressor o interessado na exploração do proletariado e da mulher, o capitalista, e que a opressão extrema da mulher o permite explorar mais facilmente o proletariado.” (TRISTÁN apud KNAPIK, 1993, p.23)

É bem verdade que o reconhecimento da mulher se deu na maioria das vezes dentro dos movimentos populares e sociais em que elas militavam. Portanto foi através da militância que a mulher trouxe à sociedade um avanço no reconhecimento da mulher no mundo ocidental. Um exemplo foi o Movimento Popular de Mulheres do Paraná (MPMP), que atuou de 1981 a 1993 e tinha como principal objetivo a construção de uma sociedade igualitária. Para tanto fazia um trabalho de conscientização, formação e capacitação de mulheres. Importante citar também a União Brasileira de Mulheres (UBM), que luta há mais de 22 anos por um mundo de igualdades e contra a opressão as mulheres.

As mulheres, dentro dos movimentos sociais, participam do processo de elaboração de um novo projeto político de sociedade, onde não se tenha uma política amparada numa burocracia hierarquizada, patriarcal e atrasada que continua excluindo o povo de seus direitos fundamentais.

Para construir a história as mulheres tiveram que reconhecer o seu papel, descobrir-se como “eu” - pessoa portadora de valores, direito, capacidades e contribuições a dar em todas as dimensões da vida, construindo assim uma história de lutas.

Os movimentos sociais propuseram para a mulher um meio, um veículo, para a mobilização das mulheres em prol da sua cidadania e seus direitos. A mudança está somente na viabilização de uma manifestação de dentro para fora, da mulher para a sociedade. Quem constrói os movimentos sociais é a mulher, os movimentos sociais têm o papel de mobilizar, politizar e levantar as revindicações, mas o trabalho quem faz é a mulher, que encontra em si mesma a força para lutar pelo bom e pelo justo, afim de que haja uma emancipação e uma igualdade para todos.

A memória histórica da mulher constitui-se de lutas coletivas por melhores condições de vida e contra todas as formas de discriminação e exploração, constituindo uma arma de luta, para que as novas gerações entendam as conquistas atuais, como fruto da resistência, dedicação e sacrifício de pessoas das gerações que as antecederam.

Mesmo com o avanços consideráveis na sociedade em relação às questões de gênero da mulher (gênero não inclui somente sexo, mas classe e raça), no entanto, em pleno século XXI as mulheres ainda têm pouquíssima representação política (se comparado ao homem), mesmo contribuindo com a riqueza que é socialmente produzida na sociedade. Por isso o trabalho das mulheres nos movimentos sociais, além de lutarem por seus direitos e igualdade social, é despertar nas próximas gerações uma caminhada, é preciso muita coisa ainda a ser feita e muita luta pela frente.

Não é um desejo das mulheres dos movimentos sociais ser iguais aos homens, mas seu objetivo é serem reconhecidas como sujeito e não como propriedade, é serem valorizadas e entendidas como produtoras da vida e do crescimento político e econômico, portanto, tomar os seus lugares numa sociedade machista. É poder ser livre para escolher e para se expressar, é ter igualdade.

Graduanda em Filosofia na PUC-PR, 2011.



Referências:


INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Disponível em: Acesso em 22 jun. 2011.

KNAPIK, MÁRCIA CARNEIRO. Movimento Popular de Mulheres no Paraná: 10 anos construindo vida. Curitiba-PR, Gráfica popular: Cefúria, 2005.

UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES DE CURITIBA. Disponível em: Acesso em 22 jun. 2011.

UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES DE SÃO PAULO. Disponível em: Acesso em 22 jun. 2011.

|
0

A Revolução de Angicos

Posted by Aline Oliveira on 6/14/2011 10:28:00 AM in ,
Vídeo produzido a partir de uma oficina de vídeo popular realizada pelo Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araujo (Cefuria). O filme faz referência à Angicos, cidade do Rio Grande do Norte onde Paulo Freire desenvolveu um trabalho no qual 300 trabalhadores foram alfabetizados em 45 dias. A produção conta com a participação da atriz paranaense Lala Schneider.


|
0

Dupla Jornada da Mulher

Posted by Aline Oliveira on 6/02/2011 08:40:00 AM
          O vídeo traz depoimentos de mulheres que vivem a situação de dupla jornada: dividem suas vidas entre trabalho, estudos e família.
          Seu papel na sociedade é extremamente importante e tem conquistado o seu espaço na sociedade cada vez mais.
          Hoje vemos a mulher tomando posições igual as dos homens nos seus trabalhos. Mais de 60% das vagas nas universidades são preenchidas por mulheres, bem diferente do que viviamos na década passada.
          A dupla jornada da mulher não se limita só a mulheres mais velhas, atualmente as mulheres mais jovens também vivem essa dupla jornada diária entre trabalho, estudos e casa.

Produzido por: Aline Oliveira Rosa, Fernanda Silva, Jessica Doroczy e Deysi Lúcia.
Data da produção do vídeo: Curitiba - PR - Maio de 2010


|
0

O caso Veja em sala de aula

Posted by Aline Oliveira on 5/30/2011 11:36:00 AM
Entrevista com a Prof. Dra. Regiane Ribeiro do Mestrado de Comunicação na linha da Educação da UFPR

          A entrevista feita no Intercom Sul (Interfaces comunicacionais), relata um pouco da sua pesquisa sobre O caso Veja em sala de aula.
          O Programa Veja em sala de aula para escolas de Ensino médio, é um programa que auxiliaria o professor para "preparar os alunos" para um mundo mediatizado. No programa a escola assina a revista Veja e junto com a revista contém um manual do professor que trás toda a aula pronta e todo o conteúdo já preparado com as questões de debate já pré-selecionadas, fazendo com que a aula aconteça de acordo com o planejamento da revista, quase que dizendo "Professor não se preocupe a Veja faz tudo".
          No entanto até que ponto o programa produz ações de conhecimento e educação emancipadora ou se constitui em apenas um meio de propagar e gerar lucros a revista Veja.
          A pesquisa da Dra Regiane Ribeiro tem o objetivo de analisar e identificar as ações de desenvolvimento e aprendizagens, ver se realmente há uma produção mediática em sala de aula.
          O que foi analisado é se o programa dá acesso ao questionamento do aluno e da predominância da diferênça e da complexidade em sala de aula fora do que é apresentado e já pré-progamado pela revista.
          O projeto Veja é extremamente pouco dialógico e a revista trás uma discussão feita dentro do que ela quer que o aluno aprenda, dentro de uma educação dominadora.
          A Dra Regiane ressalta na reportagem que o fato de o programa as vezes não ser um exemplo de educação mediadora é culpa do professor não preparado seguir a risca o "guia do professor" apresentado pela revista, não conseguindo ser um mediador em sala de aula, mas somente reproduzindo um conteúdo.

          Quatro foram os pontos até agora que a Dra relatou em sua pesquisa:
  • Simplificação da comunicação
  • Ausência de elementos culturais
  • Modelo linear
  • Caráter mecânico
          O grande questionamento é: O programa Veja em sala de aula é facilitadora ou retardatória do processo comunicativo em sala de aula?


|
0

Rousseau e a Propriedade Privada

Posted by Aline Oliveira on 5/27/2011 11:47:00 PM in , ,
A Teorida rousseauniana da Propriedade Privada e seu conseguente a Desigualdade Social
A propriedade privada restabeleceu uma superioridade entre os homens e uma desigualdade entre eles. Rousseau dizia que o homem como ser natural é corrompido pela sociedade e sua desigualdade. O homem corrompido passa a agir com a força, transformando o Estado em uma sociedade violenta, criminalizada e obscura, sem justiça social. Diante disso, quais são as consequências que a propriedade privada causou no homem e em suas relações com a sociedade como um todo?

 
Rousseau em sua obra Discurso sobre a Origem e os fundamentos da Desigualdade entre os homens afirma que o homem é naturalmente bom, nasceu bom e livre, mas sua maldade ou sua deterioração adveio com a sociedade que, em sua pretensa organização, não só permitiu, mas impôs a servidão, a escravidão, a tirania e inúmeras leis que favorecem uma classe dominante em detrimento da grande maioria, instaurando a desigualdade em todos os segmentos da sociedade humana.


O homem vivia em seu estado natural, sem estar vinculado a uma sociedade ou sujeitos a leis. Os homens não tinham nenhuma espécie de relação moral e nem de deveres conhecidos. E é nesse estado natural do homem que Rousseau define ser propício à paz entre os homem. A concepção rousseauniana da política estabelece uma trajetória de “evolução” da organização social, com a criação da propriedade privada e a formação da sociedade, o homem passa do seu estado de natureza para um estado civil.

O homem natural de Rousseau vivia bem, a natureza reinava soberana, pois a condição humana desempenhava apenas as suas funções vitais, a terra era de todos e por tanto para sua produção para consumo, mas com o surgimento da propriedade, com a passagem desse homem natural para um homem civil, ocorre um desengate entre o homem e o mundo, sua “desnaturalização”, o homem sendo corrompido pela sociedade, o homem passou a admirar as terras como prova de poder, de reconhecimento entre os homens e assim abrindo espaço para a dominação pela força, gerando a desigualdade.

Rousseau diz que os sinais representativos da riqueza consistiam em propriedades e animais e quando não se tinha mais espaço as terras do lado, uns queriam as terras dos outros e prosperar a custas dos outros. Quando isso aconteceu, houve então a vontade humana de querer-se dominar uns sobre os outros.

''Antes que tivessem inventado os sinais representativos das riquezas, elas só podiam consistir em propriedades e animais, os únicos bens reais que os homens podiam possuir. Ora quando as heranças cresceram em números e em extensão, a ponto de cobrir todo o solo, e tocaram-se umas às outras, uns só puderam prosperar a expensas dos outros, e os supranumerários, que a fraqueza ou a indolência tinham impedido por seu turno de as adquirir, tendo se tornado pobres sem nada ter perdido, porque, tudo mudando à sua volta, somente eles não mudaram, viram-se obrigados a receber ou roubar sua subsistência da mão dos ricos. Daí começaram a nascer, segundo os vários caracteres de uns e de outros, a dominação e a servidão, ou a violência e os roubos.''(ROUSSEAU, 1978, p. 267-268)

|

Copyright © 2009 Aline Oliveira All rights reserved. Theme by Laptop Geek. | Bloggerized by FalconHive. Distribuído por Templates