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“ MULHERES: MAIS POLITICA, MAIS PODER”

Posted by Aline Oliveira on 4/13/2010 02:13:00 PM in , ,
“ MULHERES: MAIS POLITICA, MAIS PODER”
Lançamento Projeto Nacional em Curitiba: 16 de abril  Sexta-feira
Horário: 17:30 horas
Local: Agencia do trabalhador de Curitiba – Salão Paraná
Rua Pedro Ivo 750 – 1º  andar – Centro


                      
Cursos e palestras se iniciam dia 22 de abril
Quintas e Sextas: 14h00min ás 18h00min horas
Sábados das 09h00min ás 13h00min horas
Inicia: Modulo 2 com a Professora Fatima e Silva de Freitas
Local: FICA - Faculdades Integradas Camões: Rua Dr. Murici 1098 – Centro Histórico
Enviar inscrição para gracielascandurra@terra.com.br até 20 de abril
 

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A Globo diante do conflito comercial Brasil-EUA

Posted by Aline Oliveira on 3/13/2010 12:37:00 PM in

GLOBO X BRASIL

O governo Obama não gostou das medidas anunciadas pelo governo Lula em retaliação aos subsídios ilegais que os EUA concedem aos produtores de algodão, o que não deixa de ser natural. Inusitada neste episódio foi a reação de alguns bajuladores e aliados do império, com destaque para as Organizações Globo da família Marinho.


Por Umberto Martins
Na noite de segunda-feira (8), o Jornal da Globo (televisivo) destacou matéria do diário inglês “Financial Times” sugerindo que o Brasil caminha para uma guerra comercial com os EUA. Na manhã do dia seguinte (9), o jornal “O Globo” chegou às bancas com a manchete principal enfatizando a ameaça de alta dos preços do pão nosso de cada dia em função da sobretaxa que será aplicada à importação do trigo norte-americano. Uma atitude que o ministro da agricultura, Reinhold Stephanes, classificou com muita propriedade de “terrorismo”.

O fora da lei


Em reunião com o ministro Miguel Jorge (do Desenvolvimento), realizada nesta terça em Brasília, o secretário de Comércio dos EUA, Gary Locke, procurou colocar panos quentes na controvérsia, afirmando que o governo Obama não está interessado em iniciar uma guerra comercial com o Brasil. Washington não tem razão nem mesmo pretexto para agir de outra forma. O fora da lei neste caso é o próprio Tio Sam e mais ninguém.

O governo brasileiro agiu rigorosamente dentro das normas internacionais e foi também criterioso ao definir setores e ramos de atividade que terão as tarifas de importação elevadas, de forma a não prejudicar a indústria e o desenvolvimento nacional. As medidas adotadas foram autorizadas pela Organização Mundial do Comércio (COM), que em novembro do ano passado considerou ilegais os subsídios governamentais aos produtores do algodão norte-americano, ao julgar ação movida pelo Itamaraty.

O valor das retaliações comerciais foi estimado em 591 bilhões de dólares, distribuídos por vários ramos, e não se espera que tenha grandes repercussões para a indústria estadunidense, segundo os especialistas. A OMC autorizou uma represália maior, de até US$ 829 milhões, e o governo promete aplicar os US$ 238 milhões restantes com quebra de patentes, o que pode provocar prejuízos mais concentrados e sensíveis, principalmente aos monopólios farmacêuticos.

Arrogância imperialista


O governo brasileiro priorizou o caminho do diálogo para resolver o impasse, mas a Casa Branca não parece propensa a conversas. No velho e arrogante estilo imperialista, o novo embaixador americano em Brasília, Thomas Shannon, já chegou ao país falando em contrarretaliação, “como se a parte condenada por violação das normas internacionais fosse a vítima, não a culpada”, conforme notou o jornal “O Estado de São Paulo” em editorial publicado nesta terça.

A posição dos EUA, que se nega a rever as práticas protecionistas ilegais condenadas pela OMC, traduz o detestável unilateralismo imperial que alguns imaginaram superado com o fim do governo Bush, mas que infelizmente foi reafirmado e em certa medida fortalecido por Obama. Os interesses imperialistas de Washington não podem se sobrepor ao direito internacional.

 Saiba mais.

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As meninas de Ibiúna

Posted by Aline Oliveira on 3/13/2010 12:24:00 PM in

As meninas de Ibiúna


Maria do Socorro Morais (Jô Morais), Helenira Rezende de Souza Nazareth e Maria Liége Santos Rocha (na foto acima, da esquerda para a direita) foram presas em 14 de outubro de 1968 quando a repressão invadiu o 30º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), que se realizava clandestinamente em um sítio da cidade paulista de Ibiúna. Foram presos/as 1.240 delegados/as provenientes de todo país.

Jô Moraes é hoje deputada federal pelo PCdoB de Minas Gerais. Liége Rocha coordena nacionalmente a União Brasileira de Mulheres. A também heroica Helenira, porém, não escapou à repressão da ditadura militar e foi assassinada pelo Exército na selva amazônica, quando participava da Guerrilha do Araguaia. A essas heroicas combatentes do povo brasileiro e às outras "meninas de Ibiúna" rendemos nossa comovida homenagem.

Neste centenário de comemorações do Dia Internacional da Mulher, o Centro de Documentação e Memória (CDM) da Fundação Maurício Grabois publicou em seu site parte das fichas de detenção das 151 estudantes que participaram daquele Congresso, as quais foram presas e fichadas pelo Deops. As fotos fazem parte do acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo. Para ver essa lista de fichas e fotos clique aqui.

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CEM ANOS DO TRIBUTO AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Posted by Aline Oliveira on 3/09/2010 01:29:00 PM in

8 de março inaugura com vigor mobilizações de 2010

A primeira grande agenda de mobilização dos movimentos sociais brasileiros em 2010 já está marcada há 100 anos. Trata-se do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. Durante as atividades do Fórum Social Mundial em Porto Alegre e em Salvador, em janeiro, as entidades dos movimentos sociais se reuniram e definiram uma intensa agenda de mobilizações que se inicia com as passeatas pelos 100 anos do Dia Internacional da Mulher, com pautas que visam igualdade de direitos entre homens e mulheres.

UBM terá dia próprio de atividades em 10 de março
Clara Zetkin propôs, durante a 2a Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, na Dinamarca, a criação de um Dia Internacional da Mulher. O ano era 1910. Desde então, todos os anos as mulheres realizaram atividades de luta pela conquista de direitos e ao longo da história o dia 8 de março se consolidou como dia de comemoração e luta.


Panfleto do show "Faces de Mulher", em Curitiba (PR)
Neste ano que marca o centenário da definição do Dia Internacional da Mulher, todos os estados brasileiros devem realizar atividades lembrando a data histórica. Muitos deles prometem grandes mobilizações de rua, como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Amazonas e Goiás. No Paraná, após a passeata, marcada para o dia 6, as entidades feministas realizarão a segunda edição de um show apenas com cantoras, chamado “Faces de Mulher” no dia 8 de março. A primeira edição do evento ocorreu no período das comemorações do 8 de março em 2009.

Em São Paulo, além da manifestação considerada a grande atividade nacional, que será no dia 8 às 10h30 na Praça do Patriarca que há dois anos o movimento rebatizou como “Praça da Matriarca”, a UBM organiza em conjunto com o gabinete do vereador Jamil Murad (PCdoB) uma exposição da artista plástica e militante Edíria Carneiro, viúva do dirigente comunista João Amazonas.

UBM com cara própria
Além das atividades unificadas, em que participam da organização as diversas entidades feministas, a União Brasileira de Mulheres (UBM), definiu uma data que marcará as suas atividades próprias, que será o 10 de março. Após participar das atividades unificadas no dia 8, a UBM ocupará ruas, auditórios e outros espaços com panfletagens pelas vias públicas e em portas de fábricas, com atividades culturais, debates, seminário e toda sorte de ações em comemoração aos 100 anos da definição do Dia Internacional da Mulher e com uma bandeira bem definida: “Mais poder político para as mulheres”. A UBM lançou uma nota de mobilização para o 8 de março com esta bandeira , assim como a Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM). Ambas notas podem ser conferidas ao final desta matéria.

Para a presidente da UBM, Eline Jones, a grande marca da conquista das mulheres nesses cem anos é “a compreensão de que as questões das relações de gênero, dos direitos da mulher, são uma responsabilidade do Estado. As questões de saúde da mulher, violência contra a mulher são questões sociais, saem do âmbito do privado. Esta é a grande conquista”. Entretanto, Eline diz que ainda há muito o que conquistar: “faltam muitas conquistas legais, para institucionalizar a igualdade de direitos, e é preciso também fazer com que as leis que existem se cumpram na vida, na realidade”. Eline Jones dá como exemplo de uma lei que ainda muitas vezes encontra dificuldade para ser cumprida a consolidada licença-maternidade. Segundo a presidente da UBM, em geral as mulheres são pressionadas pelas empresas a ficarem de licença no máximo três meses, ao invés dos quatro meses garantidos pela legislação.

Outro desafio que ela apresenta como assunto na ordem do dia é a questão da violência contra a mulher. Eline explica que existe uma relação de propriedade sobre o corpo da mulher e por isso a violência muitas vezes é naturalizada. Para a feminista, muitas dessas mudanças estão no âmbito cultural, da educação, da formação dos cidadãos.

PCdoB e os 100 anos do 8 de março
O PCdoB também organiza sua própria atividade de homenagem aos 100 anos do dia 8 de março. Aliás, diversos partidos realizarão atividades, até no sentido de valorizar o fato do campo progressista ter pela primeira vez uma forte candidata à presidência da república em seu horizonte. A atividade que a secretaria de mulheres do PCdoB organiza em conjunto com a Fundação Maurício Grabois e o Forum Nacional Permanente do PCdoB sobre a Questão da Mulher, é um Seminário Nacional em comemoração aos 100 anos do 8 de Março, nos dias 19 e 20 de março, no Rio de Janeiro.

O ato político de abertura do seminário pretende contar com a presença da Ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres. Os eixos de debate serão: O 8 de Março e a Luta pelo Socialista; Mulher e Trabalho: Conquistas e Desafios; e O Poder das Mulheres e as Mulheres no Poder.

Mobilizações acumulam para 31 de maio
Após o 8 de março, já está definida intensa agenda dos movimentos sociais para o semestre: em março, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacioanld os Pós-Graduandos (ANPG) realizam sua jornada de lutas; em abril a ANPG realiza seu congresso, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fazem jornada de luta pela Reforma Agrária  a Confederação Nacional de Associações de Moradores (Conam) realiza assembleias de moradores por todo o país para debater a Reforma Urbana; em maio as Centrais prometem grandes mobilizações pela redução da jornada de 44 para 40 horas semanais durante as atividades do Dia do Trabalhador, em 1º de maio.

Todas estas atividades acumulam debate e mobilização para o momento em que o conjunto dos movimentos sociais brasileiros se organizam para reunir ao menos 10 mil militantes de entidades dos mais diversos segmentos na Assembleia Nacional dos Movimentos Sociais, marcada para 31 de maio em São Paulo (SP). Um dia depois, em 1º de junho, também em São Paulo, ocorre a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (2ª Conclat), reunindo as seis centrais sindicais legalizadas em um encontro de milhares de sindicalistas. Junho será também o mês dos congressos da UBM e da União da Juventude Socialista (UJS).

Este conjunto de mobilizações, congressos e atividades dos movimentos sociais brasileiros pretendem pressionar por bandeiras que podem e o movimento espera que sejam conquistadas ainda neste governo, como a redução da jornada e a nova lei do petróleo, com garantia de 50% das verbas do Fundo Social do Pré-Sal para a educação; mas também servirá de ambiente político importante para a elaboração da plataforma dos movimentos sociais aos candidatos nas eleições 2010 e principalmente como instrumento de mobilização popular, a ser utilizado durante e após as eleições 2010, na busca de um Brasil cada vez mais
justo e soberano.


Publicado em: www.vermelho.org.br


http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=124683&id_secao=8

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