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O caso Veja em sala de aula

Posted by Aline Oliveira on 5/30/2011 11:36:00 AM
Entrevista com a Prof. Dra. Regiane Ribeiro do Mestrado de Comunicação na linha da Educação da UFPR

          A entrevista feita no Intercom Sul (Interfaces comunicacionais), relata um pouco da sua pesquisa sobre O caso Veja em sala de aula.
          O Programa Veja em sala de aula para escolas de Ensino médio, é um programa que auxiliaria o professor para "preparar os alunos" para um mundo mediatizado. No programa a escola assina a revista Veja e junto com a revista contém um manual do professor que trás toda a aula pronta e todo o conteúdo já preparado com as questões de debate já pré-selecionadas, fazendo com que a aula aconteça de acordo com o planejamento da revista, quase que dizendo "Professor não se preocupe a Veja faz tudo".
          No entanto até que ponto o programa produz ações de conhecimento e educação emancipadora ou se constitui em apenas um meio de propagar e gerar lucros a revista Veja.
          A pesquisa da Dra Regiane Ribeiro tem o objetivo de analisar e identificar as ações de desenvolvimento e aprendizagens, ver se realmente há uma produção mediática em sala de aula.
          O que foi analisado é se o programa dá acesso ao questionamento do aluno e da predominância da diferênça e da complexidade em sala de aula fora do que é apresentado e já pré-progamado pela revista.
          O projeto Veja é extremamente pouco dialógico e a revista trás uma discussão feita dentro do que ela quer que o aluno aprenda, dentro de uma educação dominadora.
          A Dra Regiane ressalta na reportagem que o fato de o programa as vezes não ser um exemplo de educação mediadora é culpa do professor não preparado seguir a risca o "guia do professor" apresentado pela revista, não conseguindo ser um mediador em sala de aula, mas somente reproduzindo um conteúdo.

          Quatro foram os pontos até agora que a Dra relatou em sua pesquisa:
  • Simplificação da comunicação
  • Ausência de elementos culturais
  • Modelo linear
  • Caráter mecânico
          O grande questionamento é: O programa Veja em sala de aula é facilitadora ou retardatória do processo comunicativo em sala de aula?


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Rousseau e a Propriedade Privada

Posted by Aline Oliveira on 5/27/2011 11:47:00 PM in , ,
A Teorida rousseauniana da Propriedade Privada e seu conseguente a Desigualdade Social
A propriedade privada restabeleceu uma superioridade entre os homens e uma desigualdade entre eles. Rousseau dizia que o homem como ser natural é corrompido pela sociedade e sua desigualdade. O homem corrompido passa a agir com a força, transformando o Estado em uma sociedade violenta, criminalizada e obscura, sem justiça social. Diante disso, quais são as consequências que a propriedade privada causou no homem e em suas relações com a sociedade como um todo?

 
Rousseau em sua obra Discurso sobre a Origem e os fundamentos da Desigualdade entre os homens afirma que o homem é naturalmente bom, nasceu bom e livre, mas sua maldade ou sua deterioração adveio com a sociedade que, em sua pretensa organização, não só permitiu, mas impôs a servidão, a escravidão, a tirania e inúmeras leis que favorecem uma classe dominante em detrimento da grande maioria, instaurando a desigualdade em todos os segmentos da sociedade humana.


O homem vivia em seu estado natural, sem estar vinculado a uma sociedade ou sujeitos a leis. Os homens não tinham nenhuma espécie de relação moral e nem de deveres conhecidos. E é nesse estado natural do homem que Rousseau define ser propício à paz entre os homem. A concepção rousseauniana da política estabelece uma trajetória de “evolução” da organização social, com a criação da propriedade privada e a formação da sociedade, o homem passa do seu estado de natureza para um estado civil.

O homem natural de Rousseau vivia bem, a natureza reinava soberana, pois a condição humana desempenhava apenas as suas funções vitais, a terra era de todos e por tanto para sua produção para consumo, mas com o surgimento da propriedade, com a passagem desse homem natural para um homem civil, ocorre um desengate entre o homem e o mundo, sua “desnaturalização”, o homem sendo corrompido pela sociedade, o homem passou a admirar as terras como prova de poder, de reconhecimento entre os homens e assim abrindo espaço para a dominação pela força, gerando a desigualdade.

Rousseau diz que os sinais representativos da riqueza consistiam em propriedades e animais e quando não se tinha mais espaço as terras do lado, uns queriam as terras dos outros e prosperar a custas dos outros. Quando isso aconteceu, houve então a vontade humana de querer-se dominar uns sobre os outros.

''Antes que tivessem inventado os sinais representativos das riquezas, elas só podiam consistir em propriedades e animais, os únicos bens reais que os homens podiam possuir. Ora quando as heranças cresceram em números e em extensão, a ponto de cobrir todo o solo, e tocaram-se umas às outras, uns só puderam prosperar a expensas dos outros, e os supranumerários, que a fraqueza ou a indolência tinham impedido por seu turno de as adquirir, tendo se tornado pobres sem nada ter perdido, porque, tudo mudando à sua volta, somente eles não mudaram, viram-se obrigados a receber ou roubar sua subsistência da mão dos ricos. Daí começaram a nascer, segundo os vários caracteres de uns e de outros, a dominação e a servidão, ou a violência e os roubos.''(ROUSSEAU, 1978, p. 267-268)

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